Venezuela anuncia reativação de mil poços de petróleo

Caracas deseja duplicar a capacidade produtiva da PDVSA até 2016 para exigir uma cota maior de extração na Opep

CARACAS, O Estado de S.Paulo

27 de setembro de 2014 | 02h02

A estatal Petróleos da Venezuela (PDVSA) reativará cerca de mil poços de petróleo no oeste do país, anunciou na quinta-feira à noite o presidente da empresa, Eulogio Del Pino. O objetivo da reativação é melhorar a produção, atualmente estagnada em 3 milhões de barris por dia de petróleo bruto.

Com o novo projeto, sem data de início definida, a produção deve aumentar para mais entre 60 mil e 70 mil barris por dia, explicou Del Pino. A empresa, que controla a produção, o processamento e a distribuição do insumo na Venezuela tenta buscar novas fontes de renda para reduzir o impacto do caos econômico em suas contas.

Nos últimos anos, a produção da PDVSA ficou estagnada, apesar de a Venezuela ter as maiores reservas de petróleo cru do mundo. "Foram escolhidos cerca de mil poços para serem os primeiros reativados", afirmou Del Pino durante visita a Maracaibo, tradicional Estado produtor de petróleo. "O aumento da produção será uma contribuição muito importante para o oeste", acrescentou.

O governo do presidente Nicolás Maduro defende-se das críticas pela estagnação afirmando que o nível do bombeamento do produto precisa estar de acordo com a cota estabelecida pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

No fim do ano passado, Del Pino, então vice-presidente de Exploração e Produção da PDVSA, disse à agência Reuters que a estatal realizaria um projeto "ambicioso" para aumentar a "taxa de retorno", porcentagem do petróleo que pode ser extraída dos depósitos, na Faixa Petrolífera Hugo Chávez, maior reservatório de petróleo cru do mundo, já com a intenção de aumentar a produção.

A Venezuela espera duplicar a capacidade produtiva para cerca de 6 milhões de barris por dia até 2016 e então exigir uma cota maior de extração na Opep, atualmente em 11,5% do total de 30 milhões de barris por dia do grupo.

Maduro afirmou durante a semana que não venderá a Citgo, filial da estatal nos Estados Unidos, pois, segundo ele, cerca de 150 mil famílias se beneficiam da distribuição do insumo nos Estados de Illinois, Luisiana e Texas. / REUTERS

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