Venezuela anuncia reativação de outra refinaria

O governo venezuelano anunciou ontem que a estatal Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA) conseguiu aumentar sua produção para 1,32 milhão de barris por dia, com a reativação de algumas instalações da empresa que estavam paralisadas desde dezembro. Refinarias como a de El Palito, a 125 quilômetros de Caracas, retomaram plenamente suas atividades, segundo o presidente venezuelano, Hugo Chávez. O setor petrolífero é praticamente o único que se mantém em greve. Chávez demitiu mais de 5 mil funcionários da empresa, aos quais qualificou de "sabotadores e terroristas" e promete não readmiti-los. Num discurso feito em tom de campanha eleitoral em Guasdualito, perto da fronteira com a Colômbia, reiterou ontem que não só não reintegrará os grevistas da PDVSA como pretende processá-los criminalmente pelos danos causados à companhia. A questão dos petroleiros pode emperrar novamente as negociações mediadas pelo secretário-geral da Organização de Estados Americanos (OEA), César Gaviria. A oposição venezuelana acena com a possibilidade de aceitar uma proposta de reforma constitucional que reduza o mandato de Chávez e abra caminho para uma saída eleitoral, desde que os demitidos da PDVSA sejam reintegrados. Representantes do grupo de países Amigos para a Venezuela - formado por Brasil, EUA, Portugal, Espanha, Chile e México - chegaram ontem a Caracas para ajudar a OEA na mediação. OdebrechtAs atividades da Odebrecht na Venezuela, que rende à empresa uma carteira de contratos de US$ 1,114 bilhão, estão voltando à normalidade, segundo informou à Agência Estado uma fonte da companhia. As três obras da empreiteira brasileira na capital e interior do país foram retomadas. Hoje, às 11h30, um grupo de manifestantes que partiu de Porto Alegre e pretende marchar até Recife - a Marcha ao Muro do Império - realiza uma manifestação de apoio a Chávez na frente do Consulado da Venezuela em São Paulo.

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