William Urdaneta/ REUTERS
William Urdaneta/ REUTERS

Venezuela anuncia restabelecimento total do serviço elétrico

Governo também anunciou retomada das atividades profissionais, que estavam suspensas desde a sexta-feira 8

Redação, O Estado de S.Paulo

15 de março de 2019 | 21h42

O ministro de Comunicação da Venezuela, Jorge Rodríguez, informou na quarta-feira 13, que o fornecimento de energia elétrica foi restabelecido por completo depois do apagão que chegou a afetar quase todo o país desde a quinta-feira passada. O governo Nicolás Maduro também anunciou a retomada das atividades profissionais, que estavam suspensas desde a sexta-feira 8.

Em entrevista à emissora estatal VTV, o ministro indicou que apenas as atividades escolares vão continuar suspensas por mais 24 horas, mas que as atividades de todo o setor público e privado serão retomadas, depois de ficarem suspensas nos últimos quatro dias úteis.

"No dia de hoje, está completamente restituído, em 100%, o serviço de energia elétrica em nível nacional", disse Rodríguez, na quarta-feira, 13. Ele reconheceu que restam algumas áreas com falhas relacionadas a "sabotagens locais", mas que já estavam sendo tratadas. "O presidente Maduro decidiu que as atividades laborais serão retomadas a partir da manhã de quinta-feira."

Segundo Rodríguez, o fornecimento de água, afetado pelo blecaute, foi restabelecido em 70% a 80%. O ministro também confirmou a reativação dos exercícios militares que vinham ocorrendo há semanas – desta vez, focados no monitoramento da infraestrutura elétrica e hídrica.

Essas manobras serão "dirigidas a um processo de proteção integral de todo o Sistema Elétrico Nacional (SEN) e do nosso sistema de águas", acrescentou o ministro, reiterando a versão governamental que acusa os Estados Unidos e a oposição local pelo blecaute de quinta-feira.

Os exercícios militares implicarão desdobramento de toda a força militar venezuelana "ao redor das 114 estações de prestação de serviço de energia elétrica" do país "para empreender um processo estratégico de proteção" dessas instalações.

Acusações 

Maduro tem sustentado a teoria de que o apagão foi causado por "ataques cibernéticos e eletromagnéticos" dos Estados Unidos contra os sistemas da usina hidrelétrica de Guri, que gera praticamente 80% da energia elétrica da Venezuela.

"Para evitar que voltem a acontecer no futuro novos ataques de ação criminosa do terrorismo da extrema direita venezuelana e dos seus donos na administração do governo dos EUA", completou Rodríguez. O governo chavista afirmou ainda que pedirá ajuda da Rússia e do Irã para investigar as causas do apagão.

O ministro do Petróleo, Manuel Quevedo, denunciou uma nova suposta sabotagem - desta vez, nas instalações da estatal petrolífera PDVSA, no Cintiruão Petrolífero de Orinoco. No local, dois tanques de armazenamento de petróleo explodiram. /Agência Brasil

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