Venezuela controla rede de supermercados e acusa empresário de promover escassez

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro anunciou na sexta-feira que irá integrar uma marca de supermercados às redes de distribuição estatais. A decisão foi tomada após o governo acusar os empresários de estocarem produtos para causarem a escassez de bens no país.

Estadão Conteúdo

07 de fevereiro de 2015 | 09h09

Maduro disse que as 35 unidades da rede Dia a Dia passarão a ser assimiladas pela agência estatal neste fim de semana. O presidente não informou se a decisão seria temporariamente e não caracterizou a decisão como uma expropriação. Ele acusa a companhia de "promover uma guerra contra o povo" ao transformar a ida às compras em um pesadelo para a população.

Soldados já ocupavam a rede de supermercados esta semana e, na sexta-feira, o escritório do procurador-geral anunciou a detenção do diretor da empresa. Antes da decisão, dois executivos da maior rede de farmácias do país, a Farmatodo, foram detidos como parte de uma investigação das autoridades de controle de preços.

Muitos economistas culpam os controles de preços e do câmbio pela causa das distorções que afetam a economia do país, em um momento crítico em que a queda nos preços do petróleo prejudicam as receitas orçamentárias. A Câmara de Comércio, Indústria e Serviços de Caracas rejeitou as acusações de que o setor privado é a causa da severa crise econômica, da escassez e da inflação fora de controle na Venezuela.

Em uma declaração, a Câmara afirma que os problemas econômicos são o resultado de um "modelo econômico do socialismo do século XXI, que com os seus controles e obstáculos devastaram a capacidade produtiva do setor privado no país". Fonte: Associated Press.

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