Venezuela decide julgar 27 acusados de tráfico em voo da Air France

Entre as 27 pessoas estão cinco militares e funcionários do aeroporto em Caracas

O Estado de S. Paulo

14 de outubro de 2014 | 17h35

CARACAS –  A Venezuela decidiu enviar a julgamento os 27 acusados de tráfico de 1,382 quilo de cocaína em um avião da Air France, que viajava de Caracas a Paris no dia 11 de setembro de 2013. A informação foi divulgada nesta terça-feira, 14, pela promotoria venezuelana.

“Uma vez analisadas as provas apresentadas pelos promotores, o 1.° Tribunal de Controle de Vargas aceitou a acusação e ordenou o julgamento das pessoas, que permanecem detidas em diferentes presídios do país”, diz o comunicado emitido pelo Ministério Público.

No dia 21 de setembro do ano passado, autoridades francesas informaram a apreensão da substância – a maior já realizada em uma zona metropolitana da França –, que tinha saído do Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetia, a cerca de 20 quilômetros de Caracas.

Após a investigação inicial, 25 pessoas foram acusadas formalmente de envolvimento no caso, entre elas cinco militares, uma supervisora de segurança da empresa OWS, que presta serviços à Air France na Venezuela, um tenente-coronel encarregado da área de segurança do aeroporto, uma funcionária de segurança aeroportuária e um vice-gerente da companhia aérea francesa.

O fiscal de segurança Argenis Escobar Machado foi acusado de porte ilegal de arma.

Outras duas pessoas - Mariana Bonilla García e Erick Aguilera Acosta – foram detidas em novembro de 2013 e, dois meses depois, denunciadas por “tráfico ilegal de entorpecentes e formação de quadrilha”, segundo o Ministério Público.

De acordo com os resultados da pesquisa, os dois "facilitaram a entrada" da droga na aeronave da Air France que deixou o aeroporto de Maiquetía rumo à Paris. O confisco da substância também provocou a prisão de cinco pessoas na capital francesa, sendo três italianos e dois britânicos. / AFP

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