EFE/MUD/
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Venezuela descarta represálias contra quem assinou pela revogação do mandato de Maduro

Jorge Rodríguez, coordenador da comissão designada pelo presidente venezuelano para verificar a autenticidade das assinaturas, assegurou que o governo garante ‘o direito a viver em democracia’ daqueles que assinarem

O Estado de S. Paulo

03 Maio 2016 | 14h24

CARACAS - O governo venezuelano descartou na segunda-feira represálias contra as pessoas que assinaram pela ativação do referendo revogatório do mandato do presidente Nicolás Maduro.

Questionado por jornalistas sobre possíveis represálias, Jorge Rodríguez, coordenador da comissão designada por Maduro para verificar a autenticidade das assinaturas, assegurou que o governo garante "o direito a viver em democracia" daqueles que assinaram.

Advertiu, entretanto, que o chavismo não permitirá o "jogo duplo" de invocar um mecanismo constitucional para tirar Maduro do poder e pressionar com violência a validação das assinaturas.

"(Os opositores) se mantêm dentro dos canais democráticos ou vamos solicitar que os procedimentos fiquem suspensos até que voltem ao canal democrático", afirmou Rodríguez em frente à sede do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) em Caracas. Ele informou que irá "revisar as assinaturas uma por uma".

A plataforma de partidos Mesa da Unidade Democrática (MUD) entregou na segunda-feira 1,85 milhão de assinaturas ao CNE para pedir a ativação do revogatório.

A oposição, que controla o Parlamento, informou ter recolhido 2,5 milhões de assinaturas em todo o país, 13 vezes mais do que as 197.978 (1% do padrão eleitoral) exigidas pelo CNE para solicitar o início do processo.

O Poder Eleitoral deverá constatar em cinco dias o número de assinaturas e depois chamar as pessoas que assinaram para ratificar seu apoio com a digital em outros cinco dias. Após a validação, seria autorizada a coleta das quatro milhões de assinaturas exigidas para convocar o referendo.

Rodríguez reiterou o que Maduro disse no domingo em relação ao referendo: "É uma opção, não uma obrigação". /AFP

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