Venezuela deve adotar sistema digital de controle de compras

Programa deve ser instalado em supermercados até fim do ano e impede a compra do mesmo alimento mais de uma vez na semana

O Estado de S. Paulo

20 de agosto de 2014 | 17h23

CARACAS - A Venezuela deve adotar até o fim do ano um sistema biométrico para racionar as vendas de produtos alimentícios em supermercados públicos e privados. O sistema de controle funciona com o cadastramento da cédula de identidade e impressão digital do comprador, evitando que a pessoa compre o mesmo produto mais de uma vez na mesma semana.

Andrés Eloy Méndez, responsável pela fiscalização dos preços, disse, segundo o jornal venezuelano El Universal, que o sistema será implementado até o dia 31 de dezembro. Em abril, o Ministério da Alimentação anunciou que o programa piloto seria adotado na rede pública, mas agora informou que será ampliado para a rede privada.

A intenção do governo é controlar a venda de itens básicos por pessoa. Com o sistema biométrico, será possível, de acordo com autoridades venezuelanas, "receber informações sobre o que os venezuelanos compram, em qual quantidade e com que frequência", possibilitando o desperdício de alimentos.

"Com o sistema biométrico funcionando, com todos os caixas abertos em todos os supermercados, o povo perceberá em pouco tempo a diminuição das filas, o melhor abastecimento e melhor distribuição dos alimentos, enquanto aumentamos a base produtiva nacional", afirmou Méndez.

O ministro de Ciência e Tecnologia, Manuel Fernández, informou, citado pelo El Universal, que o ministério trabalha em parceria com o Ministério da Alimentação no desenvolvimento do programa e espera que o piloto esteja pronto em 90 dias. "O sistema biométrico chega para colocar em ordem o mecanismo de abastecimento e torná-lo mais justo", afirmou Fernández.

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