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Venezuela divulga imagens para rebater críticas sobre prisão onde está opositor

Em seu programa de TV, Diosdado Cabello - número dois do chavismo - mostrou fotos que seriam da prisão de Ramo Verde, onde Leopoldo López está detido desde fevereiro de 2014

O Estado de S. Paulo

01 Outubro 2015 | 13h09

CARACAS - O governo venezuelano divulgou na noite de quarta-feira 30 pela primeira vez imagens da prisão onde está o líder opositor Leopoldo López para rebater denúncias de que ele se encontraria em condições precárias.

Vinte fotografias - algumas com um homem que aparente ser López, condenado a quase 14 anos de prisão em 10 de setembro - foram apresentadas no programa semanal de televisão do número dois do chavismo e presidente da Assembleia Legislativa, Diosdado Cabello.

Nelas um homem aparece em uma cela que teria nove metros quadrados, contaria com uma cama, uma janela pequena e um banheiro, embora não tenha sido divulgada a data em que as fotos foram feitas.

Além disso, a pessoa cujo rosto não se vê claramente teria uma área com sala de jantar, televisão de tela plana e cozinha equipada com geladeira e abajur.

Segundo o locutor que descreve a sequência, López tem a possibilidade de ler livros e jornais, realizar atividades esportivas com outros presos e receber visitas de sua família.

Cabello disse que as imagens contradizem uma denúncia de López, contida em uma carta publicada em 25 de setembro no jornal americano The New York Times.

No texto, o dirigente afirmou que após sua sentença está em "isolamento solitário em uma cela de 2m x 3m na qual há apenas uma cama individual, um banheiro e uma prateleira pequena para minhas poucas mudas de roupa".

"Estou proibido de escrever qualquer tipo de material e o único livro que me é permitido é a Bíblia. Não tenho nem mesmo uma luz ou vela para quando escurece lá fora", acrescentou.

Veja as imagens exibidas no programa de Cabello:

As imagens divulgadas até agora de López na prisão militar de Ramo Verde, nos arredores de Caracas - incluindo dois vídeos - haviam sido feitas clandestinamente.

O presidente do Parlamento chamou López de descarado e o acusou junto a sua família de mentir sobre as condições de reclusão. / AFP

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