Venezuela é acusada de forjar prova sobre plano para matar Maduro

Empresa de investigação contratada por opositor acusado realizou perícia e disse que e-mails apresentados pelo governo eram falsos

O Estado de S. Paulo

03 Julho 2014 | 15h06

CARACAS - Autoridades venezuelanas usaram e-mails forjados para acusar opositores ao governo de fazer parte de um plano para matar o presidente do país, Nicolás Maduro, afirmou uma empresa de investigação particular contratada por um dos acusados.

Em maio, líderes do partido governista disseram que um grupo de opositores políticos estava se preparando para dar um golpe de Estado e "aniquilar" Maduro. Para provar as acusações, os governistas mostraram imagens de e-mails.

A empresa Kivu Consulting realizou uma perícia em alguns desses e-mails e afirmou, em um relatório divulgado terça-feira 1, que as imagens dos e-mails revelaram "muitas indicações de manipulação do usuário".

Segundo o relatório, registros obtidos do Google sob intimação mostraram que mensagens atribuídas ao consultor Pedro Burelli jamais foram enviadas. "Os e-mails claramente são falsificações e não refletem imagens reais da tela do computador", diz o documento. "Não há prova da existência de quaisquer e-mails entre as contas de e-mail de Pedro Burelli no Google e os supostos destinatários nessas datas (citadas pelos governistas)."

Os advogados de Burelli são usuários dos serviços da Kivu e chamaram as acusações de "farsescas e difamatórias". O Ministério da Informação não respondeu a telefonemas da agência Reuters pedindo comentários sobre o assunto.

Autoridades do partido governista haviam dito que a deputada cassada da oposição María Corina Machado e o ex-embaixador venezuelano na ONU Diego Arrias faziam parte do plano. Eles negaram as acusações. / REUTERS

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