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Venezuela e EUA negociam impasse sobre corpo diplomático americano no país

Segundo fonte ouvida pelo diário 'El Universal', países discutem assunto por via diplomática; apesar de ter recebido prazo, EUA não reduziram número de funcionários da embaixada

O Estado de S. Paulo, O Estado de S. Paulo

11 de maio de 2015 | 10h11

CARACAS - A chancelaria venezuelana e o governo dos Estados Unidos retomaram as conversações para solucionar o impasse sobre a representação diplomática dos americanos em Caracas, segundo o jornal El Universal.

"Estamos tendo conversas sobre este assunto com o governo da Venezuela pela via diplomática", afirmou um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA ouvido pelo diário venezuelano.


Em março, a ministra de Relações Exteriores da Venezuela, Delcy Rodríguez, se reuniu com representantes da Embaixada dos EUA em Caracas e deu um prazo de duas semanas para a representação diplomática diminuir o tamanho de sua equipe formada por cidadãos americanos no país de cerca de 100 para 17 funcionários, além de exigir que cada reunião realizada pela embaixada fosse notificada ao país.

Até o momento, porém, tanto a embaixada americana quanto o escritório de assuntos consulares em Caracas continuam operando com a mesma quantidade de funcionários, afirmaram fontes. Incluindo os cerca de 100 americanos contestados pelo governo venezuelano, a delegação americana em Caracas tem mais de 700 empregados.

Nas últimas conversas entre os dois países sobre o assunto, o Departamento de Estado americano afirmou que se reduzir o tamanho de seu pessoal na capital venezuelana, Caracas teria que fazer o mesmo com seu corpo diplomático nos EUA, o que resultaria no fechamento de consulados venezuelanos em várias cidades americanas.

"Isto seria arriscado em Houston e Nova York, considerando que da primeira cidade (Houston) vem grande parte dos produtos americanos que são vendidos para a Venezuela", disse uma fonte relacionada às negociações ao Universal.

De acordo com um relatório enviado pela embaixada venezuelana em Washington, o país mantém 74 funcionários credenciados no Departamento de Estado dos EUA para atuarem sua representação na capital americana e em oito consulados em outras cidades do país.

Ainda na negociação anterior entre os lados sobre o tema, os EUA informaram a Venezuela que vários funcionários com credenciamento multilateral - envolvendo mais de duas partes e, geralmente, no âmbito de conferências ou de organizações internacionais - estavam envolvidos em questões políticas que não condiziam com sua posição, o que seria contra os preceitos estabelecidos na Convenção de Viena.

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