Venezuela e Guatemala não rompem impasse no CS

Os ministros do Exterior da Venezuela e Guatemala falharam em romper o impasse em sua batalha por um assento no Conselho de Segurança das Nações Unidas em uma reunião nesta quinta-feira, mas a busca por um candidato continua com a recente entrada da República Dominicana na disputa. Diplomatas latino-americanos estavam esperançosos de que as conversas pudessem quebrar o impasse depois que 41 eleições fracassaram em apontar um vencedor, mas ambos os países se recusaram a sair da disputa. Vários países haviam mencionado como possíveis candidatos a Bolívia, Costa Rica, Uruguai e o Chile.Em Washington, o presidente dominicano Leonel Fernandez disse, nesta quinta-feira, que foi chamado para discutir a possibilidade de seu país como um possível candidato consensual. "Nossa resposta é que vamos considerar essa possibilidade", disse ele. A República Dominicana, que tem boas relações com os Estados Unidos e da Venezuela, tem feito campanha para o assento da América Latina no conselho, que será deixado em aberto após a saída do Peru em 2007. O ministro do Exterior da Costa Rica, Bruno Stagno, disse ainda nesta quinta, que seu país nunca considerou ser candidato alternativo, mas aprecia o interesse de outras nações latino-americanas que propuseram o país como terceira opção. O presidente Oscar Arias planeja articular pela vaga durante o período de 2008-2009, disse ele. A votação Guatemala-Venezuela já é a terceira mais longa nos 61 anos da ONU e pode se tornar a segunda maior se nenhuma solução for alcançada. O pleito será retomado na terça-feira.O segundo maior número de votações por um conselho de segurança totaliza 52, realizado em 1960. Depois disso, a Assembléia Geral concordou permitir que a Polônia e a Turquia revezassem no conselho, O maior totaliza 155 rodadas de votação, em 1980. A Assembléia desistiu de Cuba e da Colômbia após 155 turnos, e escolheu o México para a cadeira.

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