AFP PHOTO / JIM WATSON
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Venezuela é uma ameaça à estabilidade regional, diz funcionário do Tesouro dos EUA

Segundo o americano do governo Trump, o país é uma ameaça à America Latina e é um desafio direto aos EUA

O Estado de S.Paulo

30 de outubro de 2018 | 16h30

WASHINGTON - Um funcionário do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos afirmou nesta terça-feira, 30, que a Venezuela é uma clara ameaça à estabilidade regional e pode desestabilizar aliados-chaves dos EUA, como Brasil, Argentina e Colômbia.

“A Venezuela é uma clara ameaça à estabilidade e segurança”, disse Marshal Billingslea, secretário-assistente para o financiamento do terrorismo do Departamento do Tesouro. “Isso é uma questão hemisférica e a implosão do regime é um desafio direto a nós”, acrescentou.

Autoridades americanas, incluindo o presidente Donald Trump, já disseram outras vezes que a crise vivida na Venezuela é uma ameaça à estabilidade da região. O presidente Nicolás Maduro e seus aliados chavistas afirmam que as afirmações são formas de os EUA justificarem uma eventual intervenção no país.

ONU.

Em Caracas, um grupo de parentes de “presos políticos” e de opositores pedem pela quarta vez a visita “urgente” da comissária de direitos humanos da ONU, Michelle Bachelet, à Venezuela. “Como em todas as terças-feiras, estamos na ONU entregando uma carta e  esperando resposta, não vamos cansar de vir às Nações Unidas para esperar respostas positivas para os venezuelanos”, disse Lilian Tintori, mulher do dirigente preso Leopoldo López.

Em uma atividade na qual os opositores deitaram no asfalto simulando as pessoas mortas nos protestos contra o governo de 2014 e 2017, Lilian reforçou que é “urgente” que ocorra a visita de Bachelet para que ela veja a situação dos “presos políticos” e da crise humanitária no país.

“Essa visita é urgente para que eles (da ONU) vejam como vai a luz, como se consegue a comida, como os venezuelanos lutam todos os dias para tentar chegar a um mercado, porque existe uma crise humanitária, a pior da nossa história”, disse Lilian. /EFE e REUTERS

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