Marife Cuauro/Reuters
Marife Cuauro/Reuters

Venezuela espera extinguir fogo em refinaria em breve

Dois tanques de combustível ainda estão em chamas; explosão causou a morte de 41 pessoas

Agência Estado

27 de agosto de 2012 | 13h17

O governo de Venezuela espera extinguir em breve o incêndio na refinaria de Amuay, informa o site do jornal venezuelano El Mundo. "Esperamos que a situação se resolva nas próximas horas, que o incêndio neste tanque diminua para nos concentrarmos em outro tanque e, assim, acabar com o fogo", declarou o ministro de Energia e Petróleo e presidente da PDVSA, Rafael Ramírez.

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O vazamento de gás ocorrido na madrugada de sábado em Amuay (no Estado de Falcón, noroeste do país) provocou uma explosão que afetou nove tanques de combustível e deixou pelo menos 41 mortos.

Dois tanques ainda estavam queimando nesta segunda-feira, 27, com chamas altas e soltando uma grande nuvem de fumaça negra, que podia ser vista a quilômetros de distância. "Esta situação pode provocar alarme, mas já controlamos o fogo", explicou Ramírez em declarações à emissora oficial de televisão VTV. Segundo o ministro, mais de 200 bombeiros foram enviados à refinaria. "Todos estão concentrados em manter o esfriamento dos tanques", afirmou ele.

O ministro declarou que os rumores de que o gás estaria vazando havia dias antes da explosão são "infames". De acordo com o site do jornal 2001, ele também negou as especulações sobre falta de manutenção da instalação, afirmando que nos últimos cinco anos foram investidos US$ 4,8 bilhões em manutenção e que ocorreram 500 interrupções nas operações da refinaria, ou seja, 500 atividades de manutenção.

Ramírez declarou que foi formado um comitê de investigação para determinar a origem do vazamento e "para podermos esclarecer totalmente os acontecimentos".

De acordo com o ministro, uma nuvem de gás foi registrada pelos operadores depois da 0h de sábado. Os técnicos então entraram na área de escape, onde se concentra a olefina, um tipo de gás produzido durante o processamento da gasolina. Os funcionários "tiveram de voltar e buscar um equipamento especial e quando estavam saindo ocorreu a explosão", disse ele.

Ramírez reafirmou que a refinaria está em condição de voltar a funcionar assim que o fogo for extinto e que não haverá problemas de abastecimento nacional e internacional, já que o complexo é formado por 680 tanques e apenas nove deles foram afetados.

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