Fabrice Coffrini/AFP
Fabrice Coffrini/AFP

'Venezuela está indo bem', diz Bolsonaro após série de reconhecimentos a opositor como presidente

Brasil e EUA coordenaram posições antes do anúncio sobre Maduro, enquanto generais brasileiros insistem que não existe qualquer plano de uma ação militar 

Jamil Chade, Enviado Especial a Davos / Suíça, O Estado de S.Paulo

24 de janeiro de 2019 | 11h21

DAVOS - O presidente Jair Bolsonaro acredita que os desdobramentos da crise na Venezuela estão se mostrando positivos. Na quarta-feira, o opositor Juan Guaidó se intitulou presidente interino do país, sendo reconhecido por EUA, Brasil e outros países. Em seu último dia em Davos antes de embarcar de volta ao Brasil, o presidente apenas respondeu de forma breve sobre a situação em Caracas. “Venezuela está indo bem”, disse.

O Estado apurou que, na quarta-feira, o anúncio americano de rejeitar o reconhecimento ao governo de Nicolás Maduro foi coordenado de forma “constante” com o Palácio do Planalto. Uma fonte próxima ao presidente indicou que Bolsonaro, “de forma indireta”, esteve em contato com Donald Trump.  O canal teria sido o Conselho Nacional de Segurança.

Se em público Bolsonaro mantém um tom positivo, militares brasileiros acreditam que ainda exista “um elevado grau de incerteza” sobre o que vai ocorrer. Fontes de alto escalão apontaram que o que pode definir a situação é a postura dos militares venezuelanos. 

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No Brasil, porém, os generais já deixaram claro ao Palácio do Planalto que não existe a mínima chance de que haja uma invasão militar por parte do Brasil para derrubar Maduro. O temor é de que isso envolva o Brasil em uma guerra, com sérias repercussões para o País.   

“A esperança é de que haja uma crise de consciência em Maduro”, comentou uma das fontes militares brasileiras.

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