Venezuela estuda cortar energia de quem não poupar

Legisladores venezuelanos, que lutam para encontrar soluções para a falta de energia no país, estão propondo o corte completo do fornecimento de eletricidade para consumidores que não pouparem energia.

AE, Agencia Estado

25 de fevereiro de 2010 | 14h35

Jesus Graterol, legislador da Assembleia Nacional e líder do Comitê de Energia e Mineração, disse ontem que, pelo projeto de lei apresentado, o fornecimento de eletricidade será cortado para consumidores residenciais, comerciais ou industriais que não reduzirem o consumo em 10%.

Os consumidores "que não atenderem automaticamente (ao plano de redução de 10%) terão seu fornecimento cortado e ficarão sem energia" até fazerem uma requisição formal para reinstalação", disse Graterol. "Vamos forçá-los a economizar."

O plano só será aplicado a casas, comércios e indústrias que consumam mais de 500 quilowatts-hora de energia por mês. A medida vai exigir a instalação de medidores que indiquem o consumo, com algum tipo de alarme, quando o consumo chegar perto desse limite.

Na média, os venezuelanos usam bem menos eletricidade do que as pessoas em países desenvolvidos, mas eles estão no topo da lista de usuários de energia na América Latina.

A demanda começou a exceder o fornecimento da rede nacional, forçando o presidente Hugo Chávez a declarar, recentemente, "estado de emergência elétrica" no país.

Algumas das medidas implementadas até agora para resolver o problema foram o racionamento, por meio de interrupções rotativas de fornecimento, e pesadas multas para residências, comércio e indústrias que usam muita eletricidade.

Uma seca que teve início no ano passado é responsável pela falta de eletricidade, pois a Venezuela usa hidrelétricas para gerar mais de 70% de sua eletricidade. A falta de água também é um problema e o governo já ameaçou cortar o fornecimento de quem gasta muita água.

As informações são da Dow Jones.

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