Venezuela estuda lei que proíbe nomes exóticos

Caracas - Adeus Hengelberth, Maolenin, Kerbert Krishnamerk, Githanjaly, Yornaichel, Nixon e Yurbiladyberth. O universo prolificamente inventivo dos nomes de bebês venezuelanos pode estar chegando ao fim. Um projeto de lei apresentado na semana passada pretende proibir os pais venezuelanos de darem nomes como esses, e muitos, muitos outros, a seus filhos. A medida restringiria os pais dos recém-nascidos a uma lista de cem nomes estabelecidos pelo governo, com exceção dos indígenas e os estrangeiros. E já está provocando dúvidas nos corredores da Assembléia Nacional. "Preciso saber de que forma eles definiriam esses cem nomes", disse o deputado Jhonny Owee Milano Rodríguez. "Por exemplo, por que não 120 nomes? Isso me parece arbitrário." A finalidade da lei seria "preservar o equilíbrio e o desenvolvimento integral da criança", impedindo os pais de darem aos recém-nascidos nomes que os exponham ao ridículo ou sejam "extravagantes e difíceis de serem pronunciados no idioma oficial", o espanhol. A lei também impediria o registro de nomes que "causem dúvidas" sobre o sexo da pessoa.Entre os colegas de Milano na Assembléia Nacional, que é totalmente controlada pelos partidários do presidente Hugo Chávez, estão nomes como Iroshima Jennifer Bravo Quevedo, Earle José Herrera Silva e Grace Nagarith Lucena Rosendy."Os filhos dos meus primos têm os nomes de Keiserlin, Jeiserlin, Keifel, Yurubi, Arol Kiling, disse Leidy Marrero, uma analista de orçamento de 29 anos. "É uma questão de gosto e um direito dos pais", disse ela, explicando sua oposição à medida.

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