Venezuela expulsou mineiros estrangeiros, diz Colômbia

A Venezuela expulsou centenas de mineiros da Colômbia e de outros países, incluindo brasileiros, afirmou o ministro da Defesa colombiano, Gabriel Silva. Segundo ele, as expulsões ocorreram sem qualquer tipo de aviso, levando caos a uma parte da fronteira entre as duas nações. "Nós vamos reportar essa espécie de desalojamento forçado para autoridades de direitos humanos internacionais, pois ela viola os direitos humanitários internacionais", disse Silva, ontem, após chegar a Puerto Inírida, cidade 30 quilômetros distante da fronteira com a Venezuela. Na visita, ele entregou um pacote de auxílio humanitário para aproximadamente mil pessoas.

AE, Agencia Estado

01 de dezembro de 2009 | 12h17

A expulsão dos mineiros é mais um episódio que eleva a tensão entre Colômbia e Venezuela. O governo do presidente Hugo Chávez é um duro crítico do acordo entre Bogotá e Estados Unidos, que regula a presença de tropas norte-americanas em bases militares no território colombiano. Caracas afirma que o pacto é uma ameaça à segurança da região, apesar de os colombianos afirmarem que a única intenção é combater guerrilheiros no próprio país.

De acordo com Silva, os mineiros aparentemente trabalhavam ilegalmente em uma mina na Amazônia venezuelana quando a operação foi fechada pela Guarda Nacional da Venezuela. "Eles nos disseram para ir embora pois estávamos trabalhando ilegalmente", contou um dos mineiros, Pedro Matias, à Rádio RCN. Os expulsos eram de Colômbia, Brasil, Equador e Peru. Antes, eles estavam vivendo na cidade venezuelana de San Fernando de Atabapo. Mas com a chegada dos trabalhadores, o município de apenas 11 mil pessoas ficou lotado, sofrendo com a falta de comida e abrigo para os novos habitantes.

Silva afirmou que a deportação em massa foi "inesperada e não anunciada, não deixando tempo para nos preparar para receber as pessoas em condições humanitárias". Segundo o ministro, havia 100 brasileiros no grupo de aproximadamente mil pessoas. Silva afirmou que a Colômbia estava em contato com o Brasil e outros países para organizar a repatriação dos estrangeiros. As informações são da Dow Jones.

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