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Venezuela fabricará drones com ajuda do Irã

O presidente Hugo Chávez também anunciou a construção de uma fábrica de fuzis

estadão.com.br,

14 de junho de 2012 | 17h59

A Venezuela está fabricando aviões não tripulados, conhecidos como drones, e armamentos com a ajuda de aliados políticos como Irã. O anúncio foi feito pelo presidente Hugo Chávez, em um evento militar na noite de quarta-feira, 13.

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"Ontem saiu na imprensa internacional (...) que em Nova York há uma investigação ocorrendo porque na Venezuela haveria uma fábrica de pólvora. Claro que estamos montando uma fábrica de pólvora e uma fábrica de aviões não tripulados, claro que estamos fazendo isso, e temos direito", enfatizou Chávez, durante um encontro com altos funcionários das Forças Armadas. "Esse avião é para a defesa do nosso país. Não temos planos de agredir ninguém, mas que ninguém o faça conosco. Estamos obrigados a defender, com a nossa vida, a independência do nosso país."

Um alto oficial, que apresentou o avião, afirmou que ele possui um alcance de 100 quilômetros, com capacidade para 90 minutos de voo e possibilidade de alcançar uma altura de 3.000 metros. O militar explicou ainda que o "Arpía", como foi nomeado, é elaborado por venezuelanos capacitados no Irã e com peças fabricadas naquele país.

O anúncio coincide com a discussão no Congresso dos Estados Unidos de uma legislação que poderia limitar a influência iraniana na América Latina. Portanto, a porta voz do Departamento de Estado americano, Victoria Nuland, afirmou que os EUA vão vigiar de perto os projetos conjuntos da Venezuela com o Irã.

Armas

Chávez também informou que uma fábrica de fuzis modelo AK-103 está sendo construída no centro da Venezuela, na qual serão montadas as armas, munições e granadas, mediante um convênio feito com a Rússia.

Durante os 13 anos do governo de Hugo Chávez, a Venezuela tem incrementado seu poderio militar, por meio de tratados assinados com países como Rússia e China, depois que os Estados Unidos proibiu a venda de equipamentos bélicos com componentes do país norte-americano. Desde 2005, a Venezuela já gastou US$ 5 milhões em tecnologia militar russa. A China, por sua vez, já enviou aviões para melhorar a frota da força aérea venezuelana.

Com informações da Reuters 

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