Venezuela indicia ex-general por planejar atentado a Chávez

Autoridades venezuelanas indiciaram um general da reserva por "rebelião militar", disse seu advogado na quinta-feira, enquanto a imprensa estatal e o presidente Hugo Chávez amplificam rumores sobre um complô para assassinar o presidente. A TV pública mostrou uma gravação em que um homem, identificado como filho do general Ramón Guillén, discute um plano envolvendo seu pai para matar Chávez, que é odiado pelas elites locais. Mas o advogado Guillermo Heredía afirmou que o indiciamento contra o general não faz referência a esta gravação nem ao suposto complô. A natureza da "rebelião militar", segundo Heredía, não ficou clara. O advogado afirmou que seu cliente nunca participou de planos golpistas. Chávez chegou a ser deposto por militares rebeldes em 2002, mas voltou ao poder dias depois. Desde então, analistas políticos avaliam que ele tratou de levar oficiais leais para os postos de comando, afastando a possibilidade de novos distúrbios nos quartéis. Nas últimas semanas, Chávez voltou a falar publicamente de planos para assassiná-lo. Entre o final da década de 1980 e o começo da de 90, Guillén dirigiu o serviço antidrogas da Guarda Nacional, que colaborava estreitamente com a CIA. Chávez costuma acusar agentes dos EUA de tentar matá-lo, o que Washington nega. A oposição política também rejeita repetidamente as acusações feitas pelo presidente. Um tribunal dos EUA indiciou Guillén por narcotráfico em 1997, mas não conseguiu sua extradição. O general sempre se disse inocente.

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