Venezuela inicia retirada de imunidade de opositora

A Assembleia Nacional da Venezuela aprovou uma moção para registrar na procuradoria-geral supostas provas necessárias para iniciar o trâmite que permite a retirada da imunidade de uma deputada opositora.

AE, Agência Estado

19 de março de 2014 | 02h24

Os apoiadores do governo, que possuem maioria na assembleia, acusam María Corina Machado de desobediência civil e de se esforçar para desestabilizar o governo de Nicolás Maduro. A proposta foi apresentada por Tanía Díaz, que exibiu vídeos e documentos para reforçar seu argumento.

A moção foi aprovada por maioria simples e as provas já foram enviadas à procuradoria-geral para que o órgão determine se existem elementos suficientes para solicitar ao Supremo Tribunal de Justiça a continuidade do processo para retirar a imunidade.

O presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, declarou em rede de televisão que ela será julgada por assassinato, terrorismo, delitos contra a humanidade, conspiração e desestabilização do país.

Machado respondeu no Twitter que "se acreditam que me ameaçando e ''pavimentando'' a minha imunidade irão me calar, não me conhecem". "Os venezuelanos me elegeram deputada para ser sua voz na Assembleia Nacional e para acompanhar suas lutas nas ruas. É o que tenho feito e o que seguirei fazendo."

Enquanto isso, o membro da oposição Leopoldo López completou um mês na prisão sob a acusação de incitar protestos violentos. Fonte: Associated Press.

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