Venezuela investiga elo de funcionário do governo com ETA, diz Espanha

Segundo a Justiça espanhola, Arturo Cubillas organizou cursos do grupo na Venezuela

Efe,

08 de outubro de 2010 | 11h36

MADRID - A vice-primeira-ministra espanhola, María Teresa Fernández de la Vega, disse nesta sexta-feira, 8, que a Justiça da Venezuela abriu uma investigação sobre as atividades do espanhol naturalizado venezuelano Arturo Cubillas, funcionário do ministério da Agricultura do governo Hugo Chávez.

Segundo a Justiça espanhola, Cubillas é militante do grupo separatista basco ETA.

"Uma investigação foi aberta e as autoridades venezuelanas estão investigando o que foi assinalado pela justiça espanhola", disse María Teresa.

Na quarta-feira, o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolas Maduro, havia prometido ao chanceler espanhol Miguel Angel Moratinos abrir uma investigação sobre Cubillas e a realização de cursos de formação da ETA na Venezuela.

Nesta semana, dois bascos acusados de pertencer ao grupo declararam à justiça terem recebido treinamento na Venezuela.

O juiz Ismael Moreno escreveu nesta semana, ao ordenar a prisão preventiva dos supostos militantes Juan Carlos Besance e Xabier Atristain - acusados de posse de explosivos e armas e de ligação com grupo terrorista -, que eles receberam instrução militar na Venezuela, após cursos preparatórios na França.

As suspeitas de que a Venezuela teria dado abrigo à colaboração entre Farc e ETA causou atritos entre os governos de Caracas e Madri.

O governo do presidente Hugo Chávez nega qualquer vínculo com a ETA. Chávez foi à TV do seu país dizer que a Venezuela jamais daria apoio a "delinquentes".

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