FEDERICO PARRA / AFP
FEDERICO PARRA / AFP

Venezuela liberta dois donos de farmácia acusados de boicote

Tribunal decidiu que os dois homens presos desde fevereiro tivessem liberdade condicional; processo contra eles continua 

O Estado de S. Paulo

21 Março 2015 | 17h13

CARACAS - Um tribunal venezuelano ordenou a libertação de dois diretores da conhecida rede de farmácias Farmatodo, presos desde fevereiro acusados de tentar desestabilizar o governo de Nicolás Maduro ao provocarem longas filas para a venda de artigos de primeira necessidade.

Pedro Angarita e Agustín Álvarez, presidente-executivo e vice-presidente de operações da Farmatodo, receberam liberdade condicional e devem apresentar-se à Justiça a cada 15 dias enquanto prosseguir o processo judicial, disse à Reuters um porta-voz da empresa neste sábado, 21.

O presidente Maduro havia anunciado a detenção dos dois executivos em fevereiro depois de acusá-los de fazer parte de uma "guerra econômica" que busca desgastar sua popularidade. A Procuradoria venezuelana os acusou, poucos dias depois, de um suposto boicote e desestabilização econômica.

Além de medicamentos, a Farmatodo comercializa artigos de cuidado pessoal e alimentos nas 147 lojas que opera na maioria dos Estados do país. Desde 2009, a rede também atua na Colômbia.

Outros executivos de empresas são mantidos presos no país, acusados pelo governo de acumular bens de primeira necessidade para irritar consumidores, em uma economia que entrou em recessão no ano passado e registra elevada inflação e escassez de produtos. /REUTERS

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