AP Photo/Ariana Cubillos
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Venezuela liberta violinista que se tornou símbolo de protestos contra Maduro

Wuilly Arteaga, de 23 anos, virou um dos rostos mais conhecidos das manifestações contra o impopular presidente venezuelano, Nicolás Maduro; ele foi deixado pela Guarda Nacional Bolivariana na noite de terça-feira em uma praça de Caracas

O Estado de S.Paulo

16 Agosto 2017 | 11h02

CARACAS - Um jovem violinista que se tornou símbolo dos protestos contra o governo de Nicolás Maduro na Venezuela foi libertado na terça-feira depois de três semana de detenção, informou a Procuradoria-Geral do país.

Wuilly Arteaga, de 23 anos, virou um dos rostos mais conhecidos das manifestações contra o impopular presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Ele executava o Hino Nacional mesmo em meio a disparos de gás lacrimogêneo e balas de borracha, durante protestos antigoverno que vêm abalando a nação há quatro meses e já deixaram mais de 120 mortos.

Mas as manifestações diminuíram depois que uma polêmica Assembleia Constituinte, que vem sendo criticada globalmente como sinal de que a Venezuela está se tornando uma ditadura, foi empossada no início deste mês.

Arteaga foi solto na terça-feira, mas não se sabe em que condições, disse o recém-empossado procurador-geral Tarek Saab no Twitter, na noite de terça-feira. "Libertado por medida cautelar violinista Wuilly Arteaga, após solicitação do Ministério Público venezuelano e aval da justiça", escreveu Saab.

O músico foi simplesmente deixado pela Guarda Nacional Bolivariana (GNB) em uma praça de Caracas, disse o ativista Alfredo Romero, do grupo de direitos humanos Foro Penal, acrescentando que seu grupo o estava procurando desde sua detenção em um protesto no dia 27 de julho.

Arteaga foi espancado por agentes com seu próprio instrumento, o que prejudicou sua audição, de acordo com Romero. "Eles queimaram seu cabelo com um isqueiro, o espancaram muito, e por isso ele não consegue escutar com o ouvido direito", disse Romero no final de julho.

A Venezuela está atravessando uma crise grave, e milhões de pessoas estão sofrendo com a escassez de alimentos e remédios e uma inflação em disparada. / REUTERS e AFP

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