Venezuela: Maduro descarta relações cordiais com EUA

O presidente Nicolás Maduro descartou nesta terça-feira a possibilidade de a Venezuela manter relações cordiais com os Estados Unidos enquanto seus diplomatas estiverem envolvidos em atividades conspiratórias.

AE, Agência Estado

01 de outubro de 2013 | 18h37

Ele afirmou, no entanto, que estará disposto a estabelecer "pontos de contato novamente", caso o governo norte-americano retifique suas atitudes recentes.

"Até que o governo dos Estados Unidos entenda que tem que respeitar a Venezuela como um país soberano, sinceramente não haverá relações cordiais nem haverá comunicação cordial", anunciou Maduro, no palácio do governo, em rede de rádio e televisão.

O presidente observou que está correndo o prazo para que três diplomatas norte-americanos sob suspeita de participação em atividades conspiratórias com opositores venezuelanos deixem o país. "Já estão contando as 48 horas para que esses funcionários peguem suas malas e saíam do país", disse o governante. Maduro afirmou que não aceitará o "intervencionismo grosseiro do poder norte-americano".

"No dia que o governo do presidente (Barack) Obama se desculpar, nós estabeleceremos novamente pontos de contato para tratar os assuntos comuns", acrescentou.

Maduro anunciou, na véspera, a expulsão de Kelly Keiderling, encarregada de negócios na Embaixada dos Estados Unidos em Caracas, e de Elizabeth Hoffman e David Moo, que ocupam respectivamente a secretaria adjunta para assuntos políticos da missão diplomática e o vice-consulado, segundo informou a televisão estatal. Fonte: Associated Press.

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