Venezuela não quer interromper venda de petróleo para os EUA

A Venezuela não quer interromper as exportações de petróleo para os Estados Unidos, mas esta à procura de outros mercados caso Washington decida parar de negociar com eles, afirmou o vice-presidente venezuelano nesta sexta-feira. José Vicente Rangel disse que oficiais em Washington discutiram a redução de dependência americana de petróleo venezuelano, sinalizando que a administração de Hugo Chávez deve ter um plano de contingência. Chávez já havia advertido que poderia interromper a exportação de petróleo caso Washington "passasse da linha", no que ele caracterizou como tentativas de desestabilizar o país. A Venezuela, o quinto maior exportador de petróleo do mundo, envia 1.5 milhões de barris por dia para os Estados Unidos. O país está se tornando um importante fornecedor para o Caribe e América Latina. Relações tensas As relações entre Caracas e Washington têm sido tensas, com as preocupações americanas em relação à democracia Venezuelana e as acusações de Chávez de que os Estados Unidos conspiram para derrubá-lo e invadir o país. Rangel disse que não poderia prever uma invasão americana. "Os Estados Unidos não são confiáveis. Eles são imprevisíveis pois, atualmente, estão sendo governados por um grupo de pessoas loucas e irresponsáveis" Um relatório emitido pelo presidente George W. Bush na quinta-feira, definiu Chávez como um "demagogo" que quer desestabilizar a América Latina e sabotar a democracia. O relatório de segurança nacional de Bush mencionou brevemente a Venezuela, listando a situação no país entre os desafios regionais que "demandam a atenção do mundo". Para o vice-presidente da Venezuela, as relações com Washington podem melhorar."Não há problema do nosso lado. Se o problema é político, vamos sentar e discutir"

Agencia Estado,

17 Março 2006 | 18h55

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