Venezuela planeja produzir rifles Kalashnikov

Em meio a um embargo de armas imposto pelos Estados Unidos, a Venezuela planeja construir fábricas para produzir rifles Kalashnikov e munição, informou um comandante do Exército nesta sexta-feira.A decisão foi anunciada enquanto o governo do presidente Hugo Chávez espera um carregamento de 30 mil rifles Kalashnikov AK-103 neste final de semana. A leva é a primeira de uma total de 100 mil rifles que deverão ser entregues este ano, afirmou o general Raul Baduel.Baudel disse que as fábricas de armas estarão funcionando dentro de três ou cinco anos. O militar não deu maiores detalhes sobre quantos rifles seriam produzidos anualmente.O porta-voz da empresa manufatureira de armas russa, Alexander Badistan, disse no começo desta semana que o contrato de venda de rifles contém uma cláusula que licencia a produção dos rifles AK-103 na Venezuela. O exportador de armas russo Rosoboronexport negou-se a comentar quantos rifles Caracas poderia produzir. Chávez alega que os soldados e a reserva militar necessitam de mais armas para defender o país em caso de uma eventual invasão americana. CríticasCríticos do governo ridicularizaram as sugestões de invasão pelo presidente e expressaram a preocupação de que os rifles possam acabar nas mãos de rebeldes colombianos, uma preocupação que Caracas define como infundada.A administração do presidente Bush, citando os estreitos laços de Chávez com o governo de Teerã e Cuba, anunciou em maio que bloquearia as vendas de novas armas americanas para o país. A decisão foi recebida pela Venezuela como uma jogada política e o presidente Chávez afirmou que não precisa, nem quer, armas dos Estados Unidos.Chávez fechou um acordo de US$ 2,7 bilhões para modernizar o exército venezuelano, fazendo parcerias com países como Rússia e Espanha. A Venezuela comprou recentemente 15 helicópteros militares da Rússia e também está considerando comprar jatos Sukhoi e outras aeronaves de Moscou.

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