Miguel Gutiérrez/ EFE
Miguel Gutiérrez/ EFE

Venezuela planeja soltar López e outros opositores, diz jornal

Segundo ‘El Nuevo Herald’, de Miami, chavismo se aproxima dos EUA e pretende colocar líder opositor sob prisão domiciliar

O Estado de S. Paulo

30 de junho de 2015 | 18h13

CARACAS - O governo da Venezuela estuda fazer uma série de concessões para normalizar as relações com os Estados Unidos, entre elas libertar mais opositores presos, entre eles o líder do Voluntad Popular Leopoldo López, informou ontem o jornal El Nuevo Herald. De acordo com a publicação, a decisão ainda não foi tomada porque López não decidiu se aceita permanecer em prisão domiciliar uma vez que deixa a prisão militar de Ramo Verde. 

O jornal, que cita “fontes próximas às negociações entre Venezuela e Estados Unidos”, afirmou também que o anúncio da libertação dos presos deve ser feito durante a visita do senador Robert Corker, chefe da Comissão de Relações Exteriores do Senado americano, a Caracas.

Corker, um republicano do Tennessee, antecipou para esta semana a viagem prevista para o dia 6. Ele deve se reunir com Maduro e líderes da oposição, como a ex-deputada María Corina Machado.

“Os venezuelanos se deram conta de que não têm nada a ganhar brigando com os Estados Unidos”, disse uma das fontes ao Nuevo Herald. “Fazer as pazes é a melhor decisão. Assim poderão tornar a relação muito mais proveitosa, assim como Cuba tem feito.”

O presidente da Assembleia Nacional Diosdado Cabello encontrou-se no dia 13 no Haiti com o assessor do Departamento de Estado americano Thomas Shannon, que também serviu como embaixador no Brasil entre 2009 e 2013. 

Uma semana depois, o governo chavista decidiu marcar as eleições e libertar dois estudantes opositores presos desde o ano passado. Antes da reunião com Shannon, Cabello se reuniu com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Brasil e com Raúl Castro, em Cuba. / EFE

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