EFE
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Venezuela prende 13 acusados de suposto golpe contra Maduro

Denúncia foi feita no dia em que entrou em vigor uma desvalorização indireta do bolívar e atos antichavistas voltaram às ruas do país

O Estado de S. Paulo

13 de fevereiro de 2015 | 17h19


CARACAS-  No dia em que entrou em vigor uma desvalorização indireta do bolívar e  atos antichavistas voltaram a ocupar as ruas do país, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro denunciou uma tentativa de golpe contra ele envolvendo um ex-general, dois políticos da oposição e outros dez militares. O governo apresentou fotos que em sua visão comprovariam que o grupo planejava uma invasão ao Palácio de Miraflores. Os suspeitos foram presos. 

Em seu programa na televisão estatal, o vice-presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, mostrou as imagens e apontou o deputado Julio Borges, do Primero Justicia, como um dos supostos mentores do golpe. O parlamentar negou as acusações e disse, por meio de sua conta no Twitter, que o único golpe existente na Venezuela é contra o estômago dos venezuelanos, em referência a escassez de 30% dos produtos da cesta básica no país.

Desde que foi eleito, em 2013, Maduro já denunciou diversas tentativas de golpe de Estado contra ele, tanto interna como externas. Segundo ele, foram seis tentativas de magnicídio e 24 complôs para derrubá-lo. 

No último dels, na semana passada, acusou o vice-presidente americano, Joe Biden, de tentar derrubá-lo. No ano passado, três oficiais da Força Aérea também foram presos sob a mesma acusação, mas o caso não teve desdobramentos. 

As primeiras denúncias surgiram no fim da noite de quinta-feira e o governo explorou-as ao longo de todo o dia de ontem. “A estratégia traçada desde Washington consistia em usar um caça tucano para atacar o Palácio de Miraflores, onde eu participei dos festejos do Dia da Juventude”, disse Maduro na TV estatal. “Desarticulamos esse plano de um atentado golpista contra a democracia e a estabilidade da nossa pátria. Os conspiradores estão presos.

Ainda de acordo com o presidente, funcionários do governo americano estariam envolvidos na suposta tentativa de golpe. O departamento de Estado chamou as acusações de “risíveis”. 

O secretário-geral da União das Nações Sul-Americanas, Ernesto Samper, defendeu Maduro por meio de sua conta no Twitter. “A Unasul reitera sua vontade de encontrar caminhos democráticos e pacíficos e reitera seu apoio ao presidente Nicolás Maduro”, disse o ex-presidente colombiano. 

Em Táchira, palco dos protestos de quinta-feira, o governo do Estado, controlado pelos chavistas, informou que 14 policiais ficaram feridos em confrontos com manifestantes. Ao menos 11 pessoas foram presas. / AP, EFE e AFP

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