AFP PHOTO / PEDRO PARDO
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Venezuela prende três militares por assassinato de jovem em protesto

Titular da Defensoria afirma que os três são suspeitos de 'uso indevido de arma orgânica de fogo no controle da ordem pública'

O Estado de S.Paulo

21 de junho de 2017 | 20h15

CARACAS - O titular da Defensoria Pública da Venezuela, Tarek William Saab, informou nesta quarta-feira, 21, a detenção de três militares por sua suposta responsabilidade no assassinato de Fabián Urbina, um jovem de 17 anos que foi ferido e morto à bala durante um protesto contra o governo em Caracas.

Por meio de sua conta no Twitter, Saab indicou que os militares detidos foram o primeiro-sargento Raymon Ávila, e os segundos sargentos Johan Rojas e Jesús Báez "supostamente envolvidos no homicídio de Fabian Urbina".

O titular da Defensoria afirmou que os três são suspeitos de "uso indevido de arma orgânica de fogo no controle da ordem pública", ao mesmo tempo em que reiterou a proibição que existe na Venezuela sobre o uso de armas de fogo para dispersar manifestações.

Por essa razão, a Defensoria Pública solicitou que os sargentos detidos, membros da Guarda Nacional Bolivariana (GNB, polícia militarizada), sejam apresentados perante à Justiça para determinar suas responsabilidades.

O defensor público venezuelano indicou na segunda-feira que dois agentes da polícia já tinham sido detidos por esse incidente, ainda que não tenha especificado seus nomes, e detalhou que, durante a contenção de um protesto opositor nesse dia, pelo menos cinco pessoas ficaram feridas por disparos.

Por sua vez, o ministro de Interior e Justiça, Néstor Reverol, anunciou uma investigação sobre o "uso indevido e desproporcional" da força por parte dos agentes, em vista do ocorrido.

A Venezuela vive uma onda de protestos há 82 dias, alguns dos quais se tornaram violentos e já são 75 mortos e mais de mil feridos, segundo dados do Ministério Público. / EFE

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