Venezuela realizará exercícios militares com países do Caribe

O governo da Venezuela planeja realizar exercícios militares em breve ao longo de sua costa e com as forças armadas de países vizinhos, informou o ministro da Defesa nesta quarta-feira. Enquanto isso, navios americanos estão realizando suas próprias manobras no Caribe. O ministro Orlando Maniglia não especificou quando as tropas venezuelanas treinariam com outros países, mas disse que o Exército da Venezuela está planejando seu treinamento militar aéreo e naval ao longo da costa em breve. "Já temos planejados exercícios com o governo de Curaçau, com a Holanda, com a marinha e as forças armadas da Colômbia... Com os brasileiros", informou o ministro. Maniglia fez as afirmações quando perguntado sobre a distribuição de porta-aviões e outros navios e aeronaves americanos no Caribe este mês, para exercícios conjuntos com vários países. O treinamento deve durar até o final de maio. O presidente venezuelano Hugo Chávez afirmou na terça-feira que os exercícios são "uma ameaça" não só "contra a Venezuela, mas contra Cuba". Oficiais americanos negaram a acusação, dizendo que estão realizando um treinamento padrão, centrado em parte no combate ao tráfico de drogas. Reserva militar Chávez também procura construir uma reserva militar para enfrentar uma possível invasão dos Estados Unidos, uma acusação que Washington afirma não ter fundamento. O presidente venezuelano afirma que o povo deve estar preparado para uma "guerra de resistência", e que ele espera que a reserva militar tenha um milhão de homens e mulheres. O vice-presidente venezuelano, Jose Vicente Rangel, disse que as ameaças dos Estados Unidos tornam necessárias as "movimentações internacionais" que Caracas está fazendo. Ele não deu mais detalhes, mas disse que as tentativas de ameaçar o governo de Chávez estão "condenadas ao fracasso" As relações entre Chávez e Washington ficaram ainda mais abaladas depois que o presidente ameaçou expulsar o embaixador americano William Brownfield. Chávez disse que o embaixador estava em busca de problemas quando foi até um bairro pobre da capital. Manifestantes hostilizaram Brownfield atirando ovos e tomates em seu carro. O Departamento de Estado americano advertiu que não toleraria os ataques ao embaixador e acusou oficiais venezuelanos de cumplicidade com os agressores. Apesar das tensões políticas, a Venezuela continua sendo um dos principais fornecedores de petróleo para os Estados Unidos.

Agencia Estado,

19 Abril 2006 | 17h11

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