Venezuela reativará mil poços de petróleo para aumentar produção

O projeto não tem data de início definida, mas deve aumentar a produção, atualmente estagnada, de 60 mil a 70 mil barris por dia

O Estado de S. Paulo

26 de setembro de 2014 | 14h52

CARACAS - A estatal Petróleos da Venezuela (PDVSA) reativará cerca de mil poços de petróleo no oeste do país, anunciou na quinta-feira o presidente da empresa, Eulogio Del Pino. O objetivo da reativação é melhorar a produção, atualmente estagnada em três milhões de barris por dia de petróleo bruto.

Com o projeto, sem data de início definida, a produção deve aumentar de 60 mil a 70 mil barris por dia, explicou Del Pino. A empresa tenta buscar novas fontes de renda para minimizar o impacto do caos econômico em suas contas.

Nos últimos anos, a produção da PDVSA ficou estagnada mesmo o país tendo as maiores reservas de petróleo puro do mundo. "Foram escolhidos cerca de mil poços que serão os primeiros a serem reativados", afirmou Del Pino durante uma visita a Maracaibo, Estado petroleiro. "O aumento da produção será uma contribuição muito importante para o oeste", acrescentou.

O governo de Nicolás Maduro se defende das críticas pela estagnação afirmando que o nível do bombeamento do produto precisa estar de acordo com a cota estabelecida ao país na OPEP.

No fim do ano passado, Del Pino era vice-presidente de Exploração e Produção da PDVSA e disse que a estatal realizaria um projeto "ambicioso" para aumentar a taxa de retorno, porcentagem do petróleo que pode ser extraído dos depósitos na Faixa Petrolífera Hugo Chávez, maior reservatório de petróleo bruto do mundo, visando aumentar a produção.

A Venezuela espera duplicar a capacidade produtiva para cerca de seis milhões de barris por dia até 2016 e então exigir uma cota maior de extração na OPEP, atualmente em 11,5% do total de 30 milhões de barris por dia do grupo. / REUTERS

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