Brendan Smialowski/AFP
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Caracas rebate críticas de Kerry sobre uso da Carta Democrática da OEA contra Maduro

Para Venezuela, governo de Obama é ‘reincidente em sua obsessão intrusiva e intervencionista’ contra o território venezuelano e garantiu que gestão do americano encoraja a derrubada de Maduro

O Estado de S. Paulo

19 Abril 2016 | 11h17

CARACAS - A chancelaria venezuelana rejeitou na segunda-feira as declarações do secretário de Estado americano, John Kerry, que defendeu a utilização da Carta Democrática da Organização dos Estados Americanos (OEA) contra o governo do presidente Nicolás Maduro.

Caracas "rejeita categoricamente as declarações (...) do secretário de Estado americano (...) que pretendem vulnerar a estabilidade democrática na Venezuela".

Em entrevista à rede CNN, Kerry disse no domingo que Washington concorda em invocar a Carta Democrática da OEA contra Maduro caso a oposição venezuelana assim o solicite. "Pressionar por uma democracia plena e pelo respeito total às eleições sempre é uma boa ideia".

Kerry considerou que Maduro "está simplesmente ignorando a vontade do povo expressada nas recentes eleições" legislativas, amplamente vencidas pela oposição. "Isto é muito perigoso".

Para a chancelaria venezuelana, o governo do presidente Barack Obama é "reincidente em sua obsessão intrusiva e intervencionista contra a Venezuela". Ela também garantiu que a gestão de Obama encoraja “fatores violentos e extremos para seguir por estradas inconstitucionais para derrubar o presidente” Maduro.

As declarações de Kerry "evidenciam a participação e a responsabilidade do governo americano no plano intervencionista e de rebelião contra a democracia na Venezuela".

A Carta Democrática da OEA estabelece que em caso de “qualquer alteração ou ruptura inconstitucional da ordem democrática” de algum país membro, a Assembleia-Geral do órgão pode suspender esse país. /AFP e EFE

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