AP Photo/Ariana Cubillos
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Venezuela recebe ajuda humanitária da Cruz Vermelha pela primeira vez

Uma das condições para o envio foi que a ajuda não fosse politizada, mas o carregamento foi recebido por autoridades chavistas no Aeroporto de Maiquetía

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de abril de 2019 | 19h07

CARACAS - A Venezuela recebeu ontem o primeiro carregamento de ajuda humanitária enviado por agências internacionais, depois de um acordo fechado entre o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, a Federação Internacional da Cruz Vermelha, o governo e a oposição. Uma das condições para o envio foi que a ajuda não fosse politizada, mas o carregamento foi recebido por autoridades chavistas no Aeroporto de Maiquetía. 

A carga inclui 24 toneladas de insumos médicos e 14 geradores que serão distribuídos em oito hospitais - metade da rede pública. “É um grande passo adiante para apoiar as pessoas vulneráveis”, escreveu o presidente da Federação Internacional da Cruz Vermelha, Francesco Rocca, que havia anunciado o envio da assistência em 29 de março. O Comitê da Cruz Vermelha se juntou à iniciativa em 10 de abril. 

Pelo menos 20 caminhões em caravana transportaram a carga para Caracas. Os veículos levam centenas de caixas de papelão com os símbolos do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho. O material chegou em um avião procedente do Panamá.

“É um reconhecimento de seu fracasso (o de Maduro) em matéria de saúde”, afirmou Juan Guaidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela por mais de 50 países.

O embaixador venezuelano nos organismos da ONU em Genebra, Jorge Valero, disse nesta terça que os apelos dos Estados Unidos para pedir a Caracas a entrada de ajuda humanitária são uma cortina de fumaça para preparar uma “invasão estrangeira”. 

A ONU estima que sete milhões de venezuelanos - 25% da população - precisam de ajuda humanitária. A primeira fase da distribuição de ajuda deve atingir 650 mil pessoas. A operação será similar à que acontece na Síria, relatou, referindo-se à envergadura da assistência.

Segundo a ONG Codevida, que defende os direitos dos pacientes, cerca de 300 mil pessoas estão em “condição de alto risco” e requerem tratamento urgente./ AFP

 

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