Meridith Kohut/The New York Times
Meridith Kohut/The New York Times

Venezuela reforça bloqueio de ponte com ajuda humanitária na fronteira com Colômbia

Novos contêineres de carga foram posicionados nesta quinta-feira na barreira da ponte de Tienditas; agentes armados da Guarda Nacional protegem o local

Redação, O Estado de S.Paulo

14 de fevereiro de 2019 | 14h40

CARACAS - Militares venezuelanos reforçaram nesta quinta-feira,14,  o bloqueio de uma ponte na fronteira com a Colômbia, em meio à disputa entre o governo de Nicolás Maduro e o opositor Juan Guaidó pela entrada de ajuda humanitária no país. Novos contêineres de carga foram posicionados nesta quinta-feira na barreira da ponte de Tienditas, que liga Cúcuta, na Colômbia a Ureña, na Venezuela. Agentes armados da Guarda Nacional protegiam a ponte. 

Na semana passada, o local foi bloqueado com um caminhão-tanque e dois contêineres. A ajuda humanitária foi enviada pelos Estados Unidos a Cúcuta a pedido de Guaidó, presidente do Parlamento e reconhecido por vários países como presidente interino do país.   Na terça-feira, o líder opositor estabeleceu 23 de fevereiro como data limite para a entrada da ajuda. Ao mesmo tempo, o chavismo ratificou a recusa a aceitar o auxílio e anunciou a chegada de medicamentos vindos da China e da Rússia. 

Maduro rejeita a ajuda por considerá-la um "pretexto" para uma intervenção militar liderada por Washington.  A oposição pediu aos militares, a grande base de apoio de Maduro, que permitam a entrada de ajuda humanitária. 

A ponte de Tienditas ainda não foi oficialmente inaugurada. A previsão era 2016, mas o fechamento temporário da fronteira comum de 2.200 km - ordenado pelo governo de Maduro no fim de 2015 e suspenso meses depois - adiou a abertura.

O presidente Donald Trump disse na quarta-feira que o presidente venezuelano "comete um erro terrível" ao bloquear a ajuda humanitária dos Estados Unidos para seu país. 

Trump disse que é "triste" que o país latino-americano, rico em petróleo, esteja vivendo uma crise e que Washington ainda não descartou o envio de tropas para a região. 

Guaidó se autoproclamou presidente depois que Maduro foi declarado "usurpador" pelo Legislativo, único poder controlado pela oposição na Venezuela, alegando que o governante socialista foi reeleito por meio de fraude.  O confronto entre governo e oposição deixa ainda mais crítica a situação no país, e leva a população a abandonar a Venezuela. /AFP

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