Carlos Garcia Rawlins|Reuters
Carlos Garcia Rawlins|Reuters

Venezuela restringe acesso a espaço aéreo 

A determinação, assinada pelo presidente do Instituto Nacional de Aeronáutica (Inac), Jorge Luis Montenegro Carrillo, não explica as razões da medida

Roberto Godoy, O Estado de S. Paulo

26 de outubro de 2016 | 21h15

O governo da Venezuela restringiu na segunda-feira o acesso de aeronaves particulares e da aviação geral, de pequeno porte, ao espaço aéreo do país. A proibição vale até a meia-noite de domingo. A determinação, assinada pelo presidente do Instituto Nacional de Aeronáutica (Inac), Jorge Luis Montenegro Carrillo, não explica as razões da medida. A ordem teria sido dada diretamente por Nicolás Maduro, que está viajando pelo Oriente Médio e Ásia.

Os esquadrões locais de caças interceptadores Su-30, russos, e F-16A, americanos, estão sendo mantidos no grau intermediário de alerta imposto há cerca de 45 dias pela administração central.

Na Assembleia Nacional, os parlamentares da oposição repudiaram a restrição, definida por eles como “estratégia para justificar a tese da existência de uma conspiração em andamento”.

As rotas comerciais regulares não foram atingidas. Os aeroportos operavam normalmente ontem. A preocupação é maior nas propriedades agrícolas próximas das fronteiras com o Brasil e a Colômbia. Em algumas delas, o principal meio de transporte rápido é o avião. A frota civil nas linhas de divisa é estimada em 300 unidades de 4 a 10 lugares, segundo o Inac.

 

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