Palácio Miraflores/Reuters
Palácio Miraflores/Reuters

Venezuela se diz disposta a aderir a acordo comercial do Mercosul para permanecer no bloco

Grupo bloqueou em setembro a presidência pró-tempore do país por alegar que ele descumpre resoluções econômicas e de direitos humanos

O Estado de S.Paulo

30 de novembro de 2016 | 08h09

CARACAS - A Venezuela se declarou disposta, na terça-feira, a aderir a um acordo comercial do Mercosul, como exigem seus sócios, para não ser excluída do bloco na quinta-feira. "Finalizadas as revisões técnicas, a Venezuela se encontra em condições de aderir ao Acordo de Complementação Econômica", afirmou a chanceler Delcy Rodríguez, em uma carta dirigida a seus homólogos de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

Delcy ressaltou que, atendendo aos "princípios de gradualidade, flexibilidade e equilíbrio que regem seu processo de adequação ao Mercosul, (a Venezuela) está preparada para iniciar imediatamente o processo de adesão". O convênio contempla barreiras comuns e livre-circulação de produtos.

Os quatro fundadores do Mercosul bloquearam, em setembro, a presidência pró-tempore da Venezuela, que lhe correspondia por ordem alfabética, alegando que o país descumpre resoluções econômicas e de direitos humanos.

Na época, um comunicado do Palácio Itamaraty impôs várias condições que Caracas deve cumprir antes de 1º. de dezembro para se manter como membro ativo. Apesar de aceitar o acordo tarifário, a Venezuela reiterou que uma eventual exclusão é ilegal.

"Nem saímos, nem vão nos tirar do Mercosul", declarou Delcy na segunda-feira, enquanto convocava para quinta-feira manifestações frente às embaixadas venezuelanas nos países do grupo em apoio à sua permanência. / AFP

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