Leo la Valle/Efe
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Venezuela será incorporada ao Mercosul, diz Cristina Kirchner

Segundo a presidente argentina, cerimônia será realizada no fim de julho, no Rio de Janeiro

Ariel Palacios, enviado especial a Mendoza,

29 de junho de 2012 | 15h52

Texto atualizado às 16h47

 

MENDOZA - A Venezuela será incorporada ao Mercosul no dia 31 de julho, anunciou a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, durante a conferência do bloco que está sendo realizada nesta sexta-feira, 29, em Mendoza, na Argentina. A cerimônia será no Rio de Janeiro.

 

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Kirchner também disse que o Paraguai fica suspenso temporariamente até que o país realize eleições "livres e democráticas". "Para garantir a realização de eleições livres e democráticas no Paraguai, propomos criar uma comissão que será integrada por todos os países do Mercosul (sócios plenos e associados) e da Unasul", ressaltou Cristina. Segundo ela, o bloco regional vai aceitar os resultados da decisão do voto popular no Paraguai e não vai aplicar sanções econômicas ao país. "Não serão aplicadas sanções econômicas contra o Paraguai, já que nosso objetivo é a melhora econômica das pessoas que moram no Cone Sul e no resto da América do Sul."

 

Um documento oficial do Mercosul sobre a incorporação da Venezuela convoca "todos os países da América do Sul para que se unam no complexo cenário internacional atual".

 

O objetivo, de acordo com a carta, é "conseguir que o processo de aumento da inclusão social visto na última década em nossa região se aprofunde e atue como fator de estabilidade econômica e social".

 

Twitter

 

Mais cedo, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, lamentou em sua conta do Twitter a ausência do Paraguai nos encontros do Mercosul e da Unasul, das quais ele também não participa. Na rede, Chávez escreveu: "Começa a Cúpula do Mercosul! Lamentamos a ausência do Paraguai, por não ter um governo legítimo!" Ele não fez nenhum comentário sobre a incorporação de seu país ao bloco.

 

Chávez, convalescente de um câncer que lhe foi diagnosticado há pouco mais de um ano, assinalou na terça-feira que estava avaliando participar das cúpulas do Mercosul e da Unasul por seu "peso estratégico", embora tenha dito que não podia confirmar sua presença ao lembrar que no domingo começa a campanha presidencial na Venezuela. O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, foi o encarregado de representar o país como membro associado na reunião semestral do Mercosul.

 

Caracas anunciou recentemente a retirada do embaixador venezuelano do Paraguai. O país também decidiu cessar o fornecimento de petróleo para Assunção, em rejeição à destituição de Lugo, após um "julgamento político" que Caracas qualificou de "golpe de Estado".

 

Com Efe

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