Venezuela suspende entregas de petróleo

A Venezuela declarou-se temporariamente incapaz de cumprir contratos de entrega de produtos de petróleo alegando "força maior", cláusula comum em contratos que permite suspensões de embarques por causa de "um ato de Deus" ou de "circunstâncias além do controle". O motivo é a adesão de trabalhadores da estatal PDVSA à greve geral contra o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, iniciada na segunda-feira. A adesão de funcionários de nível de gerência ou superior da PDVSA deixou 23 petroleiros vazios ao largo dos terminais da empresa, que não podem ancorar porque não há gerentes para dar instruções. Os contratos futuros de petróleo subiram em Londres e Nova York, sustentados pelas preocupações com relação a interrupção das exportações de petróleo e derivados da Venezuela para os EUA. "Essa não é uma boa notícia para a economia dos EUA", disse Phil Flynn, analista da Alaron Trading em Chicago. "Nós compramos muita gasolina da Venezuela e poderemos sentir o aperto em dois dias." De acordo com Flynn, os estoques norte-americanos de gasolina estão abaixo da média dos últimos cinco anos. Na Nymex, os contratos de petróleo para janeiro fecharam em US$ 27,29 o barril, em alta de US$ 0,58; a mínima foi de US$ 26,71 e a máxima de US$ 27,45. Na IPE, os contratos de petróleo Brent para janeiro fecharam em US$ 25,80, em alta de US$ 0,62; a mínima foi de US$ 25,20 e a máxima de US$ 25,90.

Agencia Estado,

05 Dezembro 2002 | 18h56

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