Venezuela suspende racionamento de energia em Mérida

A Venezuela, que tem racionado eletricidade para enfrentar o problema dos cortes de energia, cancelou a medida no Estado de Mérida, no oeste do país, informou hoje o jornal "El Universal". O cancelamento ocorre após protestos nas ruas contra a medida. Daniel Torres, um funcionário da companhia elétrica estatal Corpoelec, em Mérida, disse que foi tomada a decisão de "suspender temporariamente" o racionamento no Estado. A mudança ocorreu após uma reunião que incluiu o ministro do Interior, Tareck El Aissami.

AE, Agencia Estado

28 de janeiro de 2010 | 12h36

O governo já cancelou o racionamento em Caracas, apenas um dia após ele entrar em vigor, pois houve uma série de problemas na capital com as restrições. Em alguns casos, áreas tiveram acidentalmente a energia cortada duas vezes no mesmo dia, por quatro horas cada vez. Sinais de trânsito desativados também causaram confusão.

Funcionários venezuelanos insistem que, apesar dos problemas, o racionamento por todo o país deve ser retomado até maio, quando a temporada de chuvas começa e os níveis em represas de importantes hidrelétricas devem subir. Um novo plano de racionamento em Caracas deve ser anunciado ainda esta semana.

Torres disse que o racionamento em Mérida era mais drástico do que em outras regiões. Ele notou que nesse Estado houve uma redução de 35% no uso de energia, enquanto nos vizinhos Táchira e Trujillo a queda no consumo foi de apenas 20% e 18%, respectivamente.

Os protestos em Mérida não foram apenas contra o racionamento, mas também contra a decisão do governo de cancelar o sinal da Rádio Caracas de Televisão (RCTV), pela segunda vez em três anos. Dois estudantes, um partidário do governo e outro contrário foram mortos a tiros em Mérida nesta semana durante os protestos.

Caso o governo continue enfrentando resistências para implementar o racionamento de energia, isso pode representar um problema ainda maior para o sistema energético do país, que, segundo funcionários locais, já está perto de um colapso por causa do aumento na demanda. As informações são da Dow Jones.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.