Venezuela tem 'minuto de oposição' em campo

Jogadores fizeram por conta própria o tradicional minuto de silêncio, gesto não autorizado pelo presidente da Federação Venezuelana de Futebol

O Estado de S. Paulo

03 Maio 2017 | 20h07

CARACAS - Longe das barulhentas manifestações contra o governo Nicolás Maduro, uma partida de futebol no domingo mandou um silencioso recado de reprovação à repressão do regime venezuelano no último mês. 

Jogadores fizeram por conta própria o tradicional minuto de silêncio, gesto não autorizado pelo presidente da Federação Venezuelana de Futebol, Laureano González, seguidor do chavismo. Após o apito inicial do árbitro Marlon Escalante, ninguém se moveu por 60 segundos na partida entre Deportivo Lara e Deportivo Anzoátegui, pela abertura da Primeira Divisão.


As imagens na TV mostraram a reação de surpresa do juiz, que no princípio não entendeu porque os jogadores não disputavam a bola. Depois de um minuto, o jogador Ricardo Andreutti, do Lara, fez sinal a outro jogador e a partida seguiu normalmente, com uma derrota para o Lara por 2 a 0. 

O presidente da associação de jogadores, Juan García, afirmou que a manifestação foi uma “homenagem” aos mortos e não teve “nenhuma inclinação política”.

Atos como esse começam a se repetir além das ruas venezuelanas, protagonizados por intelectuais, esportistas e artistas. / EFE

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