Venezuela tenta acordo com o Brasil para importar remédios e superar escassez

Comissão liderada pelo presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, visitou companhias farmacêuticas no País 

O Estado de S. Paulo

13 de junho de 2015 | 18h40

CARACAS - A comissão enviada pelo governo venezuelano ao Brasil formada por três ministros e pelo presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, tenta fazer alianças para importar remédios, em um momento em que a Federação Farmacêutica da Venezuela afirma que a escassez de medicamentos no país chega a 70%.

"Com essas alianças com o gigante do sul, o Brasil, e por instruções dos presidentes (da Venezuela, Nicolás) Maduro e (do Brasil, Dilma) Rousseff, será garantido ao povo remédios a preços justos", disse o ministro de Indústrias venezuelano, José Cabello, citado neste sábado, 13, pela estatal Agência Venezuelana de Notícias (AVN).

A viagem ao Brasil, que durou quatro dias, também contou com a presença dos ministros venezuelanos de Economia e Finanças, Rodolfo Marco, e de Transporte Aquático e Aéreo, Giuseppe Yoffreda, que visitaram, entre outras empresas, a Hypermarcas, produtora de remédios.

Em sua conta no Twitter, o ministro Marco afirmou que a comissão também pôde visitar no Brasil as instalações da empresa Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica, onde o grupo avaliou o processo de elaboração e empacotamento de remédios.

A Federação Farmacêutica da Venezuela (FFV) declarou na sexta-feira que a escassez de remédios no país é de 70% e informou que a dívida do Estado com as provedoras do setor farmacêutico é de US$ 3,5 bilhões.

O presidente da FFV, Freddy Ceballos, ressaltou na sexta-feira em entrevista à emissora privada Unión Radio que a Venezuela importa entre 60% e 40% de remédios e ressaltou que a produção de medicamentos no país também depende de matérias-primas importadas.

Ceballos denunciou que o setor de saúde na Venezuela não foi afetado apenas pela escassez de remédios, mas também pela falta de equipamentos médicos e recursos especializados para procedimentos cirúrgicos e tratamentos. /EFE

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