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Venezuelano impõe mordaça à voz do dissenso

Venezuelano impõe mordaça à voz do dissenso

O assédio do governo de Hugo Chávez aos meios de comunicação tomou sua forma mais violenta em maio de 2007 - com a decisão do líder bolivariano de não renovar a concessão para transmissão por sinal aberto da Rádio Caracas Televisión (RCTV), a de maior audiência do país. Assim como a TV de transmissão por cabo Globovisión, a RCTV mantinha uma linha editorial crítica ao chavismo.

Análise: Roberto Lameirinhas*, O Estadao de S.Paulo

26 de março de 2010 | 00h00

Como resultado da ação de força contra o canal, outras empresas de comunicação que também se opunham a Chávez passaram a amenizar o tom das críticas - como no caso da Venevisión, do milionário Gustavo Cisneros, que praticamente aboliu de sua programação todo o conteúdo que pudesse "aborrecer" o governo. Leis draconianas para a regulamentação da programação das emissoras foram implementadas pelo governo para intimidar empresas jornalísticas. Com base em uma delas, a Lei de Responsabilidade Social de Rádio e Televisão (Resorte), o governo voltou a agir em janeiro contra a sucessora da RCTV, a RCTV Internacional, que desde 2007 passara a transmitir por cabo. Ela foi tirada da grade das operadoras de TV por assinatura em razão de uma firula jurídica sobre a definição de canais nacionais e internacionais.

Às ações de assédio aos meios de comunicação soma-se o esforço do chavismo de ocupar o maior espaço possível na mídia. O Estado já controla 60% das emissoras de rádio e TV do país e essa presença continua crescendo. Na opinião da maior parte dos analistas venezuelanos, a situação da comunicação no país se aproxima à de Cuba - onde a voz do dissenso tem sido calada à força.

*JORNALISTA

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