Venezuelanos contra e a favor de Chávez vão às ruas

Sem incidentes violentos, partidários e opositores do governo do presidente venezuelano, Hugo Chávez, realizaram nesta quarta-feira marchas separadas pelas ruas de Caracas, sob o pretexto de lembrar um sangrento levante popular contra o governo de Carlos Andrés Pérez, em 1989. O episódio, que ficou conhecido como "caracaço", deixou como saldo centenas de mortos.Para evitar que os grupos de manifestantes se encontrassem, 7.700 policiais e soldados da Guarda Nacional patrulharam as ruas da capital venezuelana.Segundo fontes da polícia, a marcha dos partidários de Chávez reuniu mais manifestantes do que a da oposição, convocada pela Confederação de Trabalhadores da Venezuela, a principal central sindical do país.O momento de maior tensão ocorreu quando dezenas de opositores trocaram insultos com os apoiadores de Chávez na Praça Altamira, no centro da cidade, separados por dois cordões de policiais. Um dos grupos lançou uma bomba caseira que feriu levemente um policial.O coronel da Força Aérea Pedro Soto, que no dia 7 declarou-se em rebeldia e exigiu a renúncia de Chávez, tomou parte da manifestação contra o governo.A presença de Soto - que era assessor militar de Andrés Pérez na época do caracaço - na manifestação foi ironizada pelos aliados de Chávez. "Supreende que aqueles que reprimiram o povo saiam às ruas no dia em que homenageamos os mortos pela repressão", afirmou o secretário-geral do Partido Pátria para Todos, da coalizão governista, José Albornoz.

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