Vento pode ter causado o acidente do avião na Tailândia

Gravações das últimas conversas entre piloto e torre de comando estão sendo analisadas nos EUA

Associated Press e Efe

18 de setembro de 2007 | 04h02

Monges budistas rezaram nesta terça-feira, 18, pelas almas das 89 pessoas mortas em um acidente de avião no sul da Tailândia, na ilha de Phuket. Investigadores examinam a posição do vento perto do local onde ocorreu o acidente. Segundo autoridades de transporte da Tailândia, um erro do piloto foi a causa, informa a imprensa tailandesa de acordo com a Efe. Um oficial da aviação disse que o piloto indonésio que pilotava o vôo OG269 da One-Two-Go Airlines, Arief Mulyadi, foi advertido de um vento forte perto do aeroporto, mas decidiu pousar mesmo assim no domingo, 15. "A última palavra que o piloto disse foi 'aterrissando', disse o diretor-geral do Departamento de Transporte Aéreo, Chaisak Ungsuwan, à repórteres na segunda-feira, 16, citando um trecho da conversa entre a torre de controle e o piloto. O piloto indonésio morreu após a aterrissagem do avião da companhia econômica One-Two-Go, que ficou partido em dois após bater em árvores e muros e sofrer várias explosões. No avião, um McDonnell Douglas MD-82, viajavam 130 pessoas que tinham saído horas antes de Bangcoc rumo à ilha de Phuket, atração turística no sudoeste da Tailândia. A Polícia tailandesa informou que identificou 21 dos 57 estrangeiros mortos no acidente. O governo tailandês convocou para esta terça-feira, 17, uma reunião ministerial para decretar uma série de medidas de assistência às famílias dos mortos e feridos no acidente. O vento cortante, uma mudança abrupta na velocidade e direção do avião, pode ter desestabilizado o vôo. Ainda é cedo para dizer definitivamente a causa do acidente. Para Kajit Habnanonda, presidente da Orient-Thai Airlines, o vento é um possível fator.  Por enquanto, o ministro dos Transportes da Tailândia, Theera Haocharoen , é cauteloso com a investigação. Ele disse na segunda-feira, 16, que o as gravações do vôo foram enviadas aos Estados Unidos para análise e os resultados devem chegar em algumas semanas.

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