Ventos do furacão Ivan atingem 270 km/h

Os ventos do furacão Ivan atingiram 270 km/h, quando saiu da Jamaica e seguiu o rumo das Ilhas Cayman, transformando-se num furacão de categoria 5, a mais forte de todas, capaz de provocar danos catastróficos, segundo informou o Centro Nacional de Furações em Miami.A descoberta de mais 11 corpos em Granada elevou para 50 o número de mortes causadas pelo furacão Ivan no Caribe. Somente em Granada, são 34 os mortos em decorrência do fenômeno natural. Outras cinco pessoas morreram na Jamaica, cinco na Venezuela, uma em Tobago, uma em Barbados e quatro crianças na República Dominicana. As previsões indicam que o furacão vai passar ainda pelas Ilhas Cayman, tocará Cuba e vançará para o Golfo de México e o sul da Flórida. Este poderá ser o terceiro furacão a atingir a Flórida em menos de um mês. Já passaram pela região os furacões Charley e Frances. Na Jamaica, o primeiro-ministro P.J. Patterson declarou estado de emergência depois de ter ordenado, na quinta-feira, que meio milhão de pessoas saíssem de suas casas nas áreas costeiras. Apesar disso, muitos dos cerca de mil abrigos abertos pelo governo passaram a sexta-feira praticamente vazios e só à noite alguns começaram a lotar. Ventos fortes e chuvas torrenciais provocaram a queda de árvores e causaram a interrupção do fornecimento de energia em diversas regiões do país, inclusive na capital, Kingston. As ondas chegaram a sete metros de altura na parte leste da ilha. Às 17h locais (18h, pelo horário de Brasília), o olho do furacão estava a 235 quilômetros das ilhas Cayman, segundo o Centro Nacional de Furacões, com sede em Miami. Em Cuba, o líder Fidel Castro já avisou que não aceitará ajuda dos Estados Unidos caso o governo americano a ofereça por causa da passagem da tempestade. "A única coisa que aceitaremos é que ponham fim ao bloqueio e às medidas de agressão econômicas contra nosso país", declarou Castro, de acordo com o jornal oficial cubano Gramma. Na Flórida, o governo decretou estado de emergência nesta sexta-feira, depois de ter sido determinada a saída obrigatória de todos os moradores e turistas das Keys ? as ilhas que se estendem na parte mais ao sul do Estado. Segundo uma emissora de TV de Miami, a expectativa das autoridades locais das Keys é que a maioria dos cerca de 79 mil moradores deixassem as ilhas ontem. No entanto, estima-se que 85% dos moradores das ilhas tenham ignorado a última ordem de retirada obrigatória, emitida em 2001 por ocasião da passagem do furacão Michelle.

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