Vereadores de Nova York são contra a guerra

A Câmara dos Vereadores da cidade mais castigada pelos atentados de 11 de setembro aprovou hoje uma resolução se opondo a uma guerra no Iraque, exceto como último recurso. A resolução foi aprovada por 31 votos a favor e 17 contra, depois de meses de debate sobre se Nova York deveria assumir uma posição na crise."Se estamos procurando luta, vamos lutar contra a pobreza... o racismo e o sexismo", pediu Yvette Clarke, uma democrata que apoiou a resolução. Já o democrata Alan Jennings disse que depois de perder um de seus melhores amigos no ataque ao World Trade Center, ele não estava disposto a apoiar uma medida antiguerra. "Nossas tropas estão no Oriente Médio neste momento para lutar por nossa democracia", considerou. "Penso que essa resolução envia uma mensagem errada para nossos homens e mulheres uniformizados".A resolução apóia uma guerra apenas depois que "fracassarem outras opções para se alcançar o cumprimento das resoluções das Nações Unidas pedindo pela eliminação das armas de destruição em massa e os meios para desenvolvê-las".No mês passado, cerca de 350.000 pessoas, segundo organizadores, participaram de uma manifestação antiguerra nas Nações Unidas. Pesquisas recentes mostram que 75% dos nova-iorquinos são contra uma guerra sem o aval da ONU.Desde setembro, resoluções contra a guerra foram aprovadas em cidades como Los Angeles; Kalamazoo, em Michigan; Chigago; Portland, em Maine; e Milwaukee.

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