Veredicto de americanos sairá em breve, diz Irã

Dupla está detida desde julho de 2009 acusada de espionagem pelas autoridades de Teerã

Reuters

15 de agosto de 2011 | 15h22

Os dois americanos permanecem detidos; Sarah foi libertada em setembro

 

TEERÃ - O governo do Irã anunciará em breve o veredicto dos viajantes americanos presos há mais de dois anos acusados de espionagem, informou nesta segunda-feira, 15, um oficial do governo. As declarações diminuem ainda mais as esperanças de que Shane Bauer e Josh Fattal serão libertados incondicionalmente e a curto prazo.

 

Os dois aguardam o veredicto desde que seu julgamento terminou, em julho. Eles se proclamaram inocentes perante as acusações de espionagem, que recaem sobre eles desde que foram presos, em julho de 2009, enquanto viajavam entre a fronteira do Irã com o Iraque. Uma terceira americana, Sarah Shourd, também havia sido detida, mas foi libertada em setembro do ano passado.

 

"A revisão do caso terminou e o veredicto final será anunciado em breve", disse o promotor-geral Gholamhossein Mohseni-Ejei à agência Isna. Questionado sobre uma possível libertação dos americanos durante o mês sagrado do ramadã, que começou no dia 1º de agosto, o oficial disse não ter conhecimento de tais "rumores".

 

O ministro de Exteriores iraniano, Ali Akbar Salehi, disse no último dia 6 esperar que os americanos fossem soltos, no que foi visto como o mais positivo sinal das autoridades iranianas a respeito do caso. O advogado da dupla, Masoud Shafiee, esperava o anúncio do veredicto uma semana após o final do julgamento.

 

O crime de espionagem pode ser punido com a pena de morte no Irã, mas Shafiee disse que não existem evidências contra seus clientes e mesmo que eles sejam considerados culpados por entrar ilegalmente no Irã, eles poderiam ser libertados por já terem cumprido a pena.

 

Em novembro, as autoridades iranianas acusaram os três americanos de espionagem. Segundo suas famílias, eles apenas viajavam pelo Iraque quando cruzaram acidentalmente a fronteira com o Irã. O governo americano afirma que as acusações são completamente infundadas e que eles deveriam ser libertados imediatamente.

 

Os Estados Unidos cortaram os laços diplomáticos com o Irã depois da Revolução Iraniana de 1979. Os países ainda vivem atritos devido ao programa nuclear de Teerã, que o Ocidente acredita ter fins bélicos, o que os iranianos negam veementemente.

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