AP Photos/Daniel Chan
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Vestígios de arma química são encontrados em roupas de acusadas por morte de irmão de Kim Jong-un

Esta é a primeira prova que vincula a indonésia Siti Aisyah e a vietnamita Thi Huong ao agente neurotóxico VX, versão altamente letal do gás sarin

O Estado de S.Paulo

05 Outubro 2017 | 09h57

SHAH ALAM, MALÁSIA - Vestígios do agente neurotóxico utilizado no assassinato na Malásia do meio-irmão do líder norte-coreano, Kim Jong-un, foram encontrados nas roupas das duas mulheres acusadas pelo crime, afirmou nesta quinta-feira, 5, um químico durante o julgamento.

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Esta é a primeira prova que vincula diretamente as duas mulheres ao agente neurotóxico VX, uma versão altamente letal do gás sarin, considerado uma arma de destruição em massa.

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No dia 13 de fevereiro, Kim Jong-nam, meio-irmão de Kim Jong-un, morreu 20 minutos depois de ser atingido no rosto pelo produto químico quando estava no Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur.

A indonésia Siti Aisyah e a vietnamita Thi Huong, acusadas pelo crime, estão sendo julgadas desde segunda-feira 2 na Alta Corte de Shah Alam, subúrbio de Kuala Lumpur, onde fica o aeroporto.

"Encontramos VX na camisa sem mangas de Siti Aisyah", declarou o químico Raja Subramaniam durante seu depoimento como testemunha. A roupa usada por Thi tinha VX em estado puro e uma substância usada para fabricar veneno. Além disso, a vietnamita também tinha vestígios de veneno em suas unhas, completou ele.

As imagens das câmeras de segurança do aeroporto mostram o momento em que as duas mulheres se aproximaram de Kim antes de jogarem o líquido em seu rosto. Ambas foram detidas pouco depois do assassinato e podem ser condenadas à pena de morte.

Na abertura do julgamento, as duas se declararam inocentes. Ao longo da investigação, elas negaram que desejavam cometer um assassinato e afirmaram que foram enganadas, pois acreditavam estar participando de um programa de televisão do tipo "pegadinha".

Os advogados de defesa afirmam que os culpados são norte-coreanos que fugiram da Malásia. Seul acusa Pyongyang de ter organizado o assassinato, o que a Coreia do Norte nega. Kim Jong-nam criticava o regime de seu meio-irmão e vivia no exílio. / AFP

Veja abaixo: O poder militar da Coreia do Norte

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