AFP PHOTO / CHARLY TRIBALLEAU
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Veteranos da 2ª Guerra lembram os 74 anos da invasão da Normandia, conhecida como Dia D

Ataque surpresa enfraqueceu os nazistas e mudou o curso do conflito; ação foi possível graças à tecnologia do chamado ‘barco Higgins’

O Estado de S.Paulo

06 Junho 2018 | 11h22

COLLEVILLE-SUR-MER, FRANÇA - Veteranos das tropas americanas e aliadas se reuniram nesta quarta-feira, 6, para lembrar os 74 anos da invasão da Normandia, conhecida como Dia D, que mudou o curso da 2.ª Guerra.

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A cerimônia foi realizada no cemitério militar americano de Colleville-sur-Mer e ao longo das praias e penhascos da Normandia, onde as forças aliadas desembarcaram na França ocupada pelos nazistas.

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Milhares de soldados de tropas americanas, britânicas, canadenses e francesas lançaram um ataque conjunto por ar, mar e terra na madrugada do dia 6 de junho de 1944. A invasão surpreendeu e enfraqueceu os nazistas na Europa Ocidental depois que foram derrotados em Stalingrado.

Apesar de a ação ser normalmente caracterizada pela coragem e devoção dos soldados, é importante lembrar a importância que a tecnologia teve no evento histórico. Um dos aspectos mais cruciais, que ajudou as tropas aliadas a lançar o ataque surpresa à Normandia, foi o casco de um barco - o barco Higgins. 

A embarcação que levou os soldados à região francesa foi construída pelo astuto Andrew Higgins. Criado em Nebraska, ele projetou seu primeiro barco aos 12 anos no porão de sua casa. Era tão grande que foi preciso derrubar uma parede para conseguir tirá-lo de lá.

Por volta dos 20 anos de idade, começou a trabalhar na indústria madeireira e só voltou a pensar em embarcações quando teve de construir um barco especial para realizar um trabalho. Higgins fez um curso por correspondência de arquitetura naval e depois passou a trabalhar com embarcações.

No fim dos anos 1930, seu barco diferenciado se tornava cada vez mais popular entre madeireiros e perfuradores de petróleo. Higgins morreu em 1952, mas sua embarcação atraiu o interesse das forças americanas, que queriam atacar praias desprotegidas e evitar desembarcar em portos com muita segurança. 

Apesar de o ex-presidente americano Dwight D. Eisenhower e até mesmo Hitler reconhecerem a importância do barco de Higgins, ele só entrou para a história de fato quando foi inaugurado o Museu da 2.ª Guerra, em New Orleans, que falava sobre a vida do construtor e apresentava uma reprodução de seu barco.

A biografia “Andrew Jackson Higgins e os barcos que ganharam a 2.ª Guerra”, do historiador Jerry Strahan ressalta a importância dele no conflito. “Sem as embarcações de design exclusivo de Higgins, não seria possível o desembarque em massa de tropas nas praias europeias ou nas ilhas do Pacífico. Pelo menos não sem uma alta taxa de mortes dos aliados”, escreveu Strahan. / AP e WASHINGTON POST

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