REUTERS/Jonathan Ernst
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Veto de Trump não afeta residentes permanentes, diz governo

Reince Priebus, chefe de gabinete de Donald Trump, disse à emissora NBC que as pessoas que tiverem um green card estarão sujeitas a uma avaliação mais rigorosa, mas não serão impedidas de entrar nos EUA

O Estado de S. Paulo

29 Janeiro 2017 | 16h16

WASHINGTON - Reince Priebus, chefe de gabinete do presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou neste domingo, 29, que o veto temporário à entrada de cidadãos de sete países de maioria muçulmana não afetará quem possuir o cartão de residência permanente - conhecido como green card -, apesar de estas pessoas estarem sujeitas a uma avaliação mais rigorosa da imigração americana.

Em declarações ao programa "Meet the Press" da emissora NBC, Priebus afirmou que a medida "não incluiu pessoas que possuam um green card", que têm direito de trabalhar nos EUA e posteriormente a cidadania americana, e disse que eles não serão impedidos de retornarem aos EUA.

Ele esclareceu, no entanto, que o veto terá impacto nos residentes que "vão e voltem" para algum dos países sob a restrição, fazendo com que essas pessoas "estejam sujeitas a uma verificação mais rigorosa na imigração".

Perguntado se cidadãos americanos também poderão sofrer impacto com o bloqueio imposto por Trump, Priebus respondeu que dependerá da "autoridade competente que esteja responsável pela imigração" no momento da verificação.

"Se for um cidadão que costume ir e voltar para a Líbia - um dos países sob veto -, é provável que o submetam a mais perguntas quando ele chegar ao aeroporto", disse o chefe de gabinete do presidente americano.

As declarações de Priebus, no entanto, pareceram contradizer outras fontes do governo que no sábado afirmaram que os portadores de green card necessitariam de uma dispensa emitida pelo plantonista do consulado americano ao tentar regressar ao EUA.

Esses processo de dispensa, cuja duração são desconhecidas, seriam analisadas caso a caso afirmou a fonte do governo, que ressaltou que essas pessoas deveriam ser entrevistas no consulado americano do país em que estiverem antes de tentarem embarcar para os Estados Unidos.

Incertezas. O decreto assinado por Trump na sexta-feira que barrou a entrada de refugiados e cidadãos de sete países de maioria muçulmana causou grande polêmica e confusão desde a madrugada de sábado dentro e fora dos EUA.

A medida suspendeu por 120 dias a entrada de refugiados no país - e por tempo indeterminado, no caso de cidadãos siris -, e também paralisou por 90 dias a emissão de vistos para cidadãos de Líbia, Sudão, Somália, Síria, Iraque, Iêmen e Irã.

De acordo com cálculos do site ProPublica feitos com base em dados estatísticos, cerca de 500 mil pessoas deste sete países receberam um green card na última década. / EFE

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